Garota Exemplar, de Gillian Flynn

Título Original: Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Lançamento: 2013

Garota Exemplar foi um dos poucos livros que chegou na minha mão com expectativas altíssimas e que ainda conseguiu superar as expectativas no final. Eu pensava que seria apenas mais um livro de suspense policial que me conquistaria, afinal, ainda está para ser escrito um suspense policial que não me conquiste, mas Garota Exemplar fez muito, muito mais do que me conquistar.

O livro narra a história de um casal em crise, Amy e Nick, e a trama se desenvolve a partir do desaparecimento de Amy bem no dia do aniversário de casamento de 5 anos dos dois! Intercalando os pensamentos de Nick e as páginas do diário de Amy anteriores ao seu desaparecimento o leitor tenta descobrir um suspeito, mas a cada mudança de ponto de vista fica muito difícil sustentar a mesma opinião. É um livro muito difícil de não te surpreender, a surpresa pode até desagradar, confesso, mas fato é que o desfecho desse livro foi um dos desfechos mais imprevisíveis que eu já li desde que me lembro!

O livro é dividido em três partes e um ponto extremamente negativo é que o título dessas partes assim como o título de cada capítulos dão spoilers! Então quem acidentalmente der uma folheada no índice da obra, já perdeu boa parte da surpresa (meu caso)… De qualquer forma as reviravoltas da trama foram muito maior do que diziam os títulos, então eu relevei.

Li outras resenhas que criticavam a primeira parte do livro, que realmente é a mais parada de todas e foca mais no desenvolvimento do perfil psicológico dos dois personagens e não tem muito avanço no caso do sumiço, mas meu conselho pra vocês que não conseguiram passar da primeira parte é não desistam. Pra mim, a segunda parte compensa qualquer coisa. Infelizmente, não posso comentar muito sobre as últimas partes para não dar spoiler, mas queria relatar que foi um livro que mexeu muito comigo, pois quando acabou eu só consegui pensar numa coisa: que livro perturbador, eu não gostaria nunca de conhecer essa escritora pessoalmente, pois ela só pode ser maluca.

Não é uma coisa muito normal de se pensar no final do livro, porque não diz realmente se eu achei o livro bom ou ruim e realmente… Esse livro não me conquistou pelo fato de ser bom ou não, mas sim pelo fato de ser diferente de qualquer outra coisa que eu já li antes. Mesmo que eu tivesse odiado o final, ainda seria impossível pra mim não indicá-lo à vocês ou dar uma boa nota pra ele, porque uma das melhores características que eu acho que um livro pode ter é a de te deixar completamente perplexo e isso o livro faz como nenhum outro! Sempre que você acha que conseguiu prever o final a Gillian Flynn vai lá e mostra como estávamos enganados…

Nota: 4/5

La S7ptima M, de Francisca Solar

Título Original: La S7ptima M
Autor: Francisca Solar
Editora: Montena
Páginas: 276
Lançamento: 2006

É com muita alegria que eu venho aqui resenhar meu primeiro livro lido em Espanhol! E eu comecei bem, porque a Francisca Solar é uma das escritoras chilenas mais promissoras da atualidade, que se tornou famosa após a publicação de sua fanfic do sexto livro da saga Harry Potter, chamado El Ocaso de los Altos Elfos, que atingiu milhares de leitores em todo o mundo e chegou a ser traduzido para o inglês e italiano. Depois do sucesso com a fanfic, Solar foi contratada para deixar um pouco de lado os personagens da J. K. Rowling e escrever sua própria série. La S7ptima M é o primeiro livro dessa série que atualmente se encontra em seu segundo volume com El Hadas de Las Cadenas.

Antes de tudo La S7ptima M não é mais um livro de fantasia como Harry Potter e sim um livro de suspense e ficção científica, duas coisas que me fazem escolher imediatamente um livro pra ler! O livro conta a história de Sophie Deutiers, uma perito forense e tanatóloga que é contratada para trabalhar num misterioso e altamente confidencial caso do suicídio de 5 jovens em Puerto Fake, um povoado minúsculo do Chile praticamente ignorado pelo governo chileno e composto inteiramente por estrangeiros alemães rancorosos. Acompanhando Sophie nessa investigação está o detetive policial mais insuportável da história MARCO FELICIANO (nome muito sugestivo) e Cal, o amigo fotógrafo e hacker de Sophie muito conhecido e julgado por ter criado o site Ad Rotem, dedicado exclusivamente para postagem de fotos de corpos mortos (quanto mais bizarra a morte, maior o ibope).

Chegando em Puerto Fake, os três investigadores descobrem que o caso é muito mais misterioso do que aparentava e que precisam lidar com a hostilidade de todos os moradores da cidade ao mesmo tempo em que tentam explicar o aparente medo que todos esses estrangeiros têm do Sol e porque as janelas de todas as casas que dão para o leste são lacradas. O livro inteiro é permeado de referência à série Arquivo X (The X-Files) e inclusive o próprio mistério que ronda Puerto Fake é digno de um episódio da série já que possui os mesmos elementos de suspense sobrenatural.

O tempo todo em que li o livro não conseguia de maneira alguma pensar num final possível para a trama, o que me agradou bastante. Outro ponto que achei muito positivo foi o quanto esse livro me lembrou O Anjo da Morte, da série Os Karas de Pedro Bandeira, a melhor série que eu li na infância. A ausência de romance no livro também me agradou, pois são raros os livros que focam num bom enredo sem sentir a necessidade de colocar sempre um caso amoroso em algum lugar, mas acredito que com certeza isso deverá acontecer nos próximos livros da série.

Se você procura um bom livro juvenil de suspense estilo Os Karas, com certeza não se decepcionará com La S7ptima M!

Nota: 4/5

Fazendo Meu Filme 1, de Paula Pimenta

Autora: Paula Pimenta
Editora: Gutenberg
Páginas: 336
Lançamento: 2009

Comecei a ler essa série depois de ter visto tantas resenhas positivas sobre ela nos meus blogs favoritos e cometi o maior erro de todos: abri o livro com as maiores expectativas que eu poderia ter! Isso foi péssimo, porque não importa o quão boa foi a série, ela simplesmente não alcançou as expectativas geradas e eu não consegui evitar de terminá-la um pouco desapontada…

A Estreia de Fani é o primeiro livro da série já terminada Fazendo Meu Filme da autora mineira Paula Pimenta e narra a história de Fani, uma adolescente de 16 anos completamente apaixonada por filmes e DVDs e por seu lindo professor de Biologia. De repente, surge a possibilidade de um intercâmbio para Fani na Inglaterra e a partir daí a personagem começa a pensar como sentirá falta de seu amado professor e de seus dois melhores amigos Gabi e Léo, principalmente depois que o Léo começou a agir tão esquisito quando soube da futura viagem de Fani.

É um livro muito lindinho que descreve MUITO BEM como é a cabeça de uma adolescente de 16 anos, pelo menos eu pude me identificar bastante com os sentimentos confusos de Fani e acredito que se tivesse lido esse livro enquanto ainda estava no meu Ensino Médio ele teria inevitavelmente entrado para a lista es favoritos. Entretanto, não pude evitar de me sentir um pouco deslocada desde o início do livro, pois achei que a escritora Paula Pimenta direcionou seu livro muito mais para o público infantil do que eu imaginava. Me incomodou bastante a quantidade de orações curtíssimas – algo característico em livros muito infantis – assim como o vocabulário também era muito mais simples do que eu esperava. A leitura me lembrou bastante de outros livros brasileiros que eu lia quando era mais nova, especialmente a série Poderosa, de Sérgio Klein, pois achei a escrita parecida.

Livro recomendadíssimo para quem tem alguma prima/irmã/sobrinha de 12-16 anos para presentear ou para quem quiser relembrar as anedotas típicas da sua adolescência.

Nota 2/5

O Coração das Trevas, de Joseph Conrad

Título Original: Heart Of Darkness
Autor: Joseh Conrad
Editora: Martin Claret
Páginas: 117
Lançamento: 1899

Falar sobre O Coração das Trevas é um grande desafio e com certeza o maior que eu já tive até agora. Apesar de seu vocabulário fácil, sua pequena extensão e seu ritmo constante, engana-se quem pensa tratar de um livro de fácil compreensão. Cada linha dessa obra possui tantas metáforas e relações que as interpretações possibilitadas por elas são inesgotáveis, uma verdadeira fonte de produção de conhecimento para os acadêmicos!

O livro se passa no Congo durante a época do colonialismo e descreve a jornada de Marlow nas expedições em busca de marfim.
Mostrando sua percepção do imperialismo, Marlow aborda as imagens dos negros escravizados, dos canibais selvagens e dos brancos imperialistas através de um viés bastante crítico e de personagens marcantes. O que torna a leitura muito rica são justamente as imagens escondidas nas entrelinhas do livro, aquelas que não vem entregues de bandeja para você, mas que requerem uma capacidade de análise maior para serem percebidas.
A principal dessas imagens é a mesma que aparece no título da obra: escuridão. Várias ações do livro acontecem em lugares bem escuros, iluminados apenas pelo reflexo da lua no mar ou na neblina da noite, e essas palavras ‘luz’ e ‘escuridão’ aparecem ao longo da narrativa nas mais variadas situações, reforçando a importância desses dois conceitos para o entendimento da obra. Outro fator muito interessante no livro é a história dentro da história: Marlow está contando suas aventuras para o narrador do livro, que escuta tudo e passa adiante para o leitor do Coração das Trevas.

Assim que terminei de ler o livro, não consegui dizer exatamente se tinha gostado ou não, pois não tinha sido capaz de compreender todos os pormenores da narrativa. Entretanto, após a leitura de alguns ensaios críticos sobre a obra, descobri como Joseph Conrad realmente não pode ser subestimado. Tenho certeza que Conrad ainda será lido por muitos e muitos anos, pois a metáfora da condição humana de que trata é uma verdade inerente ao homem pertencente a qualquer época histórica.

Infelizmente não considero O Coração das Trevas um livro para todos os gostos, pois, apesar de sua atemporalidade, ele fala sobre questões de dominação social e cultural e quem não se interessar por esse assunto simplesmente não vai gostar da obra. O que é indiscutível aqui é que Conrad realiza com maestria ao que se propõe e se essa é a temática que você procura, não há como se desapontar.

Nota: 5/5

O Sol É Para Todos, de Harper Lee #DL 2013

Autora: Harper Lee
Título Original: To Kill a Mockingbird
Editora: José Olympio
Páginas: 363
Lançamento: 1960
Tema do Mês de Maio DL 2013: Livros Citados em Filmes
Filme Onde o Livro É Citado: As Vantagens de Ser Invisível (The Perks Of Being a Wallflower)

” – Mas se só existe um tipo de gente por que é que eles não se entendem? Se são todos iguais, então por que se desprezam tanto?

O Sol É Para Todos é atualmente considerado um clássico da literatura estadunidense por retratar de forma muito realista a questão do preconceito racial vivida durante a década de 30 nos Estados Unidos.
A trama se desenvolve na pequena e fictícia cidade de Maycomb, localizada nos sul dos EUA e é contada através dos olhos inocentes da pequena Scout, uma menininha de 6 anos muito questionadora, que passa a observar ao lado de seu irmão Jem e de seu amigo Dill, algumas das contradições que existiam naquela sociedade que os cercavam.

O livro é dividido em duas partes: a primeira relaciona-se com o grande mistério que rodeia um dos vizinhos de Scout, o misterioso Boo Radley, que estava trancado dentro de casa há 25 anos e acabou se transformando na obsessão das pequenas crianças que desejavam um dia conseguir dar uma boa olhada na figura.
A segunda parte do livro é a que possui os maiores conflitos da trama e que gira em torno do negro Tom Robson, que está sendo julgado pelo estupro de uma branca. Quem se torna o advogado de defesa do negro é Atticus, o pai de Scout, e imediatamente toda a sua família se torna vítima da intolerância da cidade de Maycomb, que não aceita o fato de um negro receber uma defesa justa, independente ou não de todos saberem que ele possa ser de fato inocente.

É nessa parte do livro que a inocência das crianças se torna um dos temas centrais do livro, pois as únicas pessoas que realmente são capazes de se emocionar e chorar diante da injustiça social são as crianças. E quando os adultos percebem a emoção das crianças, a única coisa que eles se limitam a dizer é: “O instinto dele ainda não foi reprimido. Mas deixe-o crescer um pouco mais, e ele não se sentirá mal, nem chorará” (p.259), ou então: “Já fizeram isto antes, fizeram esta noite e farão outra vez, e quando isso acontece… parece que apenas as crianças choram” (p. 274).
Maycomb parece ser uma cidade formada por pessoas hipócritas e que nem se esforçam para disfarçar. Uma cidade onde a tradição familiar é o maior valor que uma pessoa pode ter e onde os brancos não se misturam com os negros, nem com os caipiras, nem com os pobres.

“Jem, como é que alguém pode detestar tanto Hitler e ao mesmo tempo ser ruim com gente daqui mesmo, hem?” [Scout perguntando sobre sua professora que se indignava com o nazismo anti-semita, mas odiava todos os negros].
Esse é o tipo de questionamento que na minha opinião envolve algo que começa a explicar o título original do livro “To Kill A Mockingbird”. No livro, há uma breve passagem onde Atticus ensina aos filhos sobre o grande pecado matar um Mockingbird, pois eles não fazem nada além de cantar para alegrar a vida dos humanos. Vi algumas resenhas por ai que comparam Boo Radley e Tom Robson com os mockingbirds, pois eles são pessoas inocentes atacadas pela sociedade em que se encontram somente por serem incompreendidos.
Já no meu ponto de vista, quem realmente é ‘um mockingbird’ são as crianças da obra. Elas não fazem nada além de serem  ingênuas, mas essa ingenuidade ou pureza tende a ser totalmente destruída com o passar do tempo, pervertida pela sociedade. Há quem diga que o final do livro é cheio de esperanças e fé em que um dia a sociedade se modificará e os preconceitos deixarão de existir, mas penso que essa fagulha de esperança que o livro deixa é bem pequena. Na verdade, tendo a crer justamente no contrario: que O Sol É Para Todos é um livro onde a sociedade perverte a inocência das crianças e não importa quantos inocentes ainda morrerão injustamente, pois isso continuará acontecendo pelo menos por um bom tempo já que a mudança acontece em um ritmo muito lento.

No mais, é um livro Bom.  Indispensável para quem busca entender a mentalidade na qual se encontrava os Estados Unidos de 30 e para quem se interessa sobre a temática de desigualdade social. Senti falta apenas de que a autora se desprendesse mais dos fatores autobiográficos e desse um final melhor, pois me desapontou um pouco a maneira como o livro acabou. Também parece que algumas pessoas comparam a obra com Dom Casmurro, já que as duas obras são de leitura obrigatória para os estudantes de Ensino Médio de seus países e acho tal comparação nem de longe aceitável. Repito: o livro é bom. Mas daí a compararem Harper Lee com Machado de Assis, me sinto até ofendida!

Nota: 3/5

TAG: Sete Pecados Capitais da Leitura

Essa Tag já existe há muito tempo, acho que desde o ano passado, mas como eu nunca fiz nenhuma Tag aqui no blog fiquei com vontade de fazer essa que eu conheci através do vlog da Mariana Gastal!

GANÂNCIA –  Qual o seu livro mais caro? (e qual o mais barato?)

O livro mais caro que está na minha estante na realidade foi um presente do meu namorado: é uma coletânea com TODAS as crônicas escritas pelo Gabriel Garcia Márquez enquanto ele trabalhava como jornalista e custa por volta de 100 reais na Livraria Cultura. O livro mais caro que eu comprei com meu próprio dinheiro foi a edição definitiva de luxo do Conde de Monte Cristo e custou 50 reais (até achei barato).

O livro mais barato que eu já comprei foi David Copperfield, de Charles Dickens que custava 1 real pela Estante Virtual, mas com o valor do frete ficou 8 reais (um absurdo!), mas valeu muito a pena essa pechincha!

IRA – Com qual autor você possui uma relação de amor/ódio?

Como já ficou claro em outro post aqui no blog eu tenho uma grande relação de amor e ódio com a Suzanne Collins porque ela é a criadora da personagem que eu mais odeio na vida, a chata insuportável da Katniss e ao mesmo tempo conseguiu criar uma narrativa que me encantou muito e o Peeta que é um dos meus namorados literários que eu não vivo sem!

GULA – Qual você devorou sem vergonha?

Acho que a série que eu devorei completamente foi Crepúsculo e eu não tive a menor vergonha porque na época isso realmente não era motivo de vergonha! Eu tinha 14 anos e estava numa fase em que eu gostava de escolher aleatoriamente os livros na sessão de ‘Lançamentos’ das livrarias e Crepúsculo entrou na minha vida acho que na primeira semana que chegou ao Brasil. Eu não fazia a menor ideia da história e ninguém que eu conhecia já tinha ouvido falar da série. Graças a mim que minhas amigas hoje em dia tem vergonha de assumir que leram e amaram a série inteira (elas nunca me deixam esquecer disso) e a gente gostou tanto do livro que terminamos de ler a série inteira na internet anos-luz antes de Lua Nova chegar ao Brasil. Acho que em 1 mês já tínhamos lidos todos os livros e a febre Crepúsculo ainda demorou mais alguns meses para atingir o resto das pessoas e nos fazer enxergar tempos depois que amar Crepúsculo era motivo de vergonha.

PREGUIÇA  – Qual o livro que você tem negligenciado devido à preguiça?

Obviamente 50 Tons de Cinza! Acho que não precisa explicar tanto assim porque só de pensar nesse livro me dá preguiça, mas ainda assim eu pretendo terminar de lê-lo algum dia! Além dele não ter sido tão barato assim, eu acho que é super válido você ler um livro que, apesar de ter um conteúdo altamente duvidável, foi recorde de vendas. Tem gente que acha que recorde de vendas não é sinônimo de nada, mas eu acredito fortemente que se um livro vende muito, ALGUMA coisa ele tem que ter e eu quero ser capaz de dizer o quê.

ORGULHO – Qual o livro que você tem orgulho de ter lido?

Acho que esse ano meu orgulho tem sido sempre O Evangelho Segundo Jesus Cristo, só porque por algum motivo todos os estudantes de Letras te olham admirados quando você fala que leu José Saramago.

LUXÚRIA – Quais atributos que você acha mais atraente em personagens masculinas ou femininas?

Assim como na vida real, a primeira coisa que me atrai num personagem masculino é se ele tem cabelos longos! Sou muito incompreendida por isso, mas a grande verdade é que os personagens (e homens!) que me atraem são aqueles com aspecto rebelde, que vão vestir uma jaqueta de couro, montar uma motocicleta e vir te sequestrar em casa para assisti-los tocando num show de rock! Além de claro, fazer seu pai e sua mãe quererem enlouquecer! Também costumo ter uma queda quando o personagem é cabeça dura, misterioso e salva você das enrascadas! O meu maior amor é há anos o Jesse, da série A Mediadora da Meg Cabot, porque apesar de não ter cabelos longos, seu quê mexicano compensa! Mas ultimamente o novo personagem rebelde da série Quando Cai o Raio tem chamado bastante minha atenção!

INVEJA – Quais os livros que você gostaria de ganhar de presente?

Há muito tempo o livro que eu MAIS gostaria de ganhar de presente é o livro “Reunião” da série A Mediadora, da Meg Cabot porque eu o perdi quando me mudei de casa e agora minha coleção ficou incompleta. A grande dificuldade nisso tudo é que desde que isso aconteceu a série mudou de edição e eu PRECISO ter a mesma edição para que a minha coleção não fique defeituosa, entende? Agora só indo em sebo e achando algum que esteja num estado digno! Tirando esse em especial, tem mais alguns livros que fiquei com vontade de ganhar porque as pessoas estão comentando muito bem então vou colocar a imagem de alguns aqui abaixo!

Um Breve Passeio Pelo Romantismo Brasileiro Pt 1

Nesse post intitulado “Um Breve Passeio Pelo Romantismo Brasileiro” pretendo fazer três breves resenhas de obras românticas: O Garimpeiro (1872), de Bernardo Guimarães  Memórias de Um Sargento de Milícias (1854), de Manuel Antônio de Almeida  e  Lucinda, a Mucama (1869), In: Vítimas Algozes, de Joaquim Manuel de Macedo.

1.  Memórias de um Sargento de Milícias

Essa obra muito desagradou o público na época em que foi escrita, pois fugia bastante dos padrões românticos os quais os leitores estavam acostumados. Memórias de Um Sargento de Milícias, apesar de ter sido um dos primeiros livros românticos do Brasil, na verdade se enquadra melhor numa categoria de transição entre o Romantismo e o Realismo e só virou sucesso anos depois de sua publicação. O livro acompanha a história de Leonardo, um rapaz vadio que nunca quis nada da vida, o completo oposto dos heróis românticos. Apesar de nunca ‘tomar jeito’, Leonardo acaba se dando bem simplesmente por ter sorte — é realmente uma daquelas histórias em que o rapaz não tem nenhuma qualidade que o destaque dos demais, mas sempre consegue dar seu jeitinho nas coisas. Apesar de tantas características opostas ao Romantismo, a obra ainda agrega algumas semelhanças, como por exemplo um final feliz, onde o anti-herói se casa com o seu primeiro amor (uma menina nada bonita por sinal) e são felizes para sempre.
A obra possui uma narrativa muito fluida e um de seus maiores méritos, na minha opinião é o que Italo Calvino chama de “Rapidez”. Tem a ver com o ritmo dos acontecimentos na obra, que não perde tempo com digressões ou devaneios psicológicos dos personagens, fazendo com que a cada capítulo (que não tinham mais de 1 página) algum novo acontecimento surja, dando um ritmo constante onde você NUNCA fica com a sensação de que a obra está “parada” ou enrolando demais.

2. Lucinda, a Mucama, In Vítimas Algozes 

A leitura desse conto de Joaquim Manoel Macedo me despertou muitos questionamentos. Através de uma leitura fluida, super fácil e tranquila e com tantos personagens cativantes, Macedo narra uma história enfocando no problema da escravidão do país. O grande problema é que para Joaquim Manoel Macedo, “o grande problema da escravidão do país” é outro. Sem dúvida, estamos diante de um livro abolicionista, mas se engana quem pensa tratar de um livro que abraça questões humanitárias. Aqui, se faz necessária a abolição da escravatura justamente para manter os negros bem distantes, pois a influência negra no dia-a-dia dos brancos causa a perversão e a desmoralização branca.
O título Vítimas Algozes é mencionado inúmeras vezes ao longo da obra, pois o seu objetivo é provar que os negros, apesar de “vítimas” da escravidão, são também “algozes” pelo prejuízo que causam aos brancos. Já os brancos, por sua vez, são “algozes” por conceberem a escravidão, mas se tornaram “vítimas” da má influência dos negros. Enfim, só a existência de algum livro para tais fins já causa muito horror na minha cabeça e foi muito difícil realmente acreditar que essa era a intenção de Macedo, eu ficava torcendo pra no final ser tudo uma grande ironia, mas infelizmente é exatamente isso mesmo que ele pensa. Apesar disso, é um livro muito bem escrito e como já dito anteriormente, com personagens bem interessantes e tipicamente românticos: uma donzela que precisa ser salva por um mocinho das garras bandidas de um bonito vilão e de uma negra perversa. O herói dessa narrativa me cativou em especial, pois ele realmente reúne em si todas as características nobres de um homem e acredito que não tem como não terminar o conto pelo menos um pouco apaixonada por esse mocinho!
Acho a leitura da obra altamente recomendável para quem tiver senso crítico e interesse pelo Romantismo Brasileiro, pois é um livro bem característico da época e de um pensamento que com certeza retratava uma parte da sociedade naquele momento e por isso não pode ser ignorado. Muito interessante para estudos acadêmicos.

3. O Garimpeiro

Sem dúvida O Garimpeiro foi o livro que mais me surpreendeu. Comecei a ler com as expectativas mais baixas que eu poderia ter, pois a única coisa que eu sabia da obra antes de lê-la era que havia grandes descrições sobre os garimpos de Minas Gerais e eu não costumo gostar nenhum pouco de livros que se perdem em páginas de narrativas sobre paisagens e demoram para contar a história propriamente dita. Felizmente, O Garimpeiro não era nada daquilo que eu esperava e narra a história de um casal de amantes que não podem ficar juntos devido à falta de dinheiro do rapaz. Com o coração despedaçado, o jovem Elias promete a sua amada Lúcia que sairia para tentar a vida nos garimpos e dentro de 1 ano retornaria com dinheiro suficiente para poderem se casar. Enquanto esperava, o pai de Lúcia confessa à filha que a família está na falência e implora que a menina se case então com o rico Leonel para salvar o futuro de todos das garras da pobreza. Em torno disso a trama se desenvolve de uma maneira que muito me agradou, pois o desfecho não foi tão óbvio quanto a maioria dos livros românticos costumam ser e cada pormenor da trama foi muito bem conectado; nenhum personagem aparecia por acaso. Acho que todas as meninas que adoram um chick-lit, amariam a leitura do Garimpeiro, uma bela história de amor para ler em um momento de lazer, com grandes personagens e, apesar de haver sim descrições de paisagens que eu cortaria, elas não são nem de longe tão extensas quanto eu pensei que seriam.